MEMÓRIA. Um dos ídolos da CAP, Gulinha fala da sua história Grená

Descoberto pelo CAP, onde fez carreira, jogou também nos rivais Araguari, Uberlândia e URT

Fotos: reprodução TV Hoje

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Gulinha conta com saudades suas passagens pelo futebol, quando foi ídolo do torcedor grená


Por Luiz Antônio Costa – Rede Hoje


Ele é o Geraldo Davi, mas pouca gente sabe. Quando seu apelido é falado, Gulinha, todos logo ligam o nome ao um grande craque do Clube Atlético Patrocinense logo no início dos anos 1960, em Patrocínio, MG.

 

Gulinha chegou à Patrocínio em 1962, trazido pela diretoria comandada por Nazir Félix. Jogava do CIT, futebol amador de Araxá, veio jogar em Patrocínio e nunca mais voltou para a terra de Dona Beja. Foi integrado ao plantel do CAP.

 

piresA esposa, Pires, acompanhava jogos do CAP: sabe tudo sobre a época.

 

Em Patrocínio conheceu Maria Conceição Pires, que tinha irmãos bons de bola, se casaram e estão juntos até hoje. Muitas das histórias do futebol que Gulinha conta, são mais lembradas pela esposa – que lembra tudo, nos mínimos detalhes. Inclusive, ela lembra um lance de Edvar, um dos atacantes que ficaram na história da cidade, no jogo em Araxá, contra o Ganso.

O jogo ficou zero a zero, mas o lance foi fenomenal: Edvar pegou a bola do meio campo e chutou ao gol – como Pelé na Copa de 70. A bola não entrou. Batem na trave e voltou outra vez no meio campo. Foi fantástico! - conta Pires.

 

Gulinha era meia esquerda. A camisa 10, enquanto era profissional do CAP, era dele. Lembra também com saudades dos seus tempos fora do CAP. Tempo em que jogou no Araguari, Paranaíba(de Carmo do Paranaíba), Uberlândia, URT e Vitória da Conquista da Bahia.

 

Teve uma carreira profissional curta, que durou de 1962 até por volta de 1970. Recorda bons momentos com Edvar, Dedão, Gato, Macalé, Chapada, Anedino, Manelico, Quaquinha, Totonho, Barofo e muitos outros.

 

Vive com a esposa, Pires, os netos – que ama de paixão - e os filhos. Sua residência fica, há anos, no centro de Patrocínio, na rua Cesário Alvim.

 

O filho “Gulinha” herdou o apelido e o bom futebol do pai. Também foi craque, mas não jogou profissional. Hoje é um dos líderes da torcida Mancha Grená, a principal do CAP, para orgulho dos pais corujas.

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Gulinha e o time do CAP no início da década de 60

 

Veja a entrevista à TV Hoje:


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