Do Hoje em Dia 


Tropeço em casa, assim pode ser considerado o empate em 0 a 0 do Cruzeiro com o Vasco, na noite desta quarta-feira (4), no Mineirão, pela segunda rodada do Grupo 5 da Copa Libertadores. O time de Mano Menezes não conseguiu impor o ritmo do jogo, chegou a ser pressionado pelos cariocas, e acabou não se recuperando da derrota para o Racing-ARG na estreia da competição.

Agora a Raposa volta suas atenções para o Campeonato Mineiro, já que no domingo tem a final contra o Atlético, também no Gigante da Pampulha. Somente uma vitória por dois gols de diferença dá o título aos celestes, que perderam a primeira partida por 3 a 1.

Pela Libertadores o próximo compromisso do Cruzeiro é no dia 19 de abril, no Chile, contra o Universidad de Chile. A equipe estrelada é a lanterna do Grupo 5 com apenas um ponto em dois jogos.

 

O JOGO

 

O começo do jogo dava indícios de que o Cruzeiro poderia alcançar um resultado melhor, pelo volume ofensivo apresentado pela Raposa. Mas o que se viu foi totalmente diferente, já que a equipe azul se desorganizou, mostrou falhas no meio-campo e no ataque, e não conseguiu furar a defesa vascaína.

O Cruzeiro tinha amplo domínio nos minutos iniciais e sufocava o Vasco, que ficava todo atrás da linha da bola nos lances de ataque da Raposa. Mas apesar de pressionar os cariocas, o time de Mano Menezes não conseguia ser efetivo nas finalizações. Foram sete ao todo nos 45 minutos iniciais, e muita jogada de linha de fundo desperdiçada.

O grande problema do Cruzeiro foi atuar no primeiro tempo sem um jogador de referência no ataque. As 16 bolas levantadas na área sem qualquer efetividade mostraram que não adiantava, em determinado momento, ter a bola nos pés, mas não saber o que fazer com ela.

A torcida tentava dar um gás a mais cantando na arquibancada, mas em vez da Raposa crescer no jogo, deixou foi o Vasco gostar mais da partida. Se antes a equipe cruzmaltina tinha dificuldades para atacar, o Cruzeiro pela ineficiência ofensiva deixou os cariocas gostarem do jogo.

Rafael Galhardo, um dos cinco ex-cruzeirenses titulares no Vasco, apareceu bem e distribuía o jogo para os vascaínos. O zagueiro Paulão, outro atleta que também vestiu a camisa celeste, aproveitava-se da fragilidade ofensiva do Cruzeiro para se destacar na zaga cruzmaltina. O atacante Riascos, que toda vez que tocava na bola era vaiado, o lateral-esquerdo Fabrício e o meia Wagner completaram a lista dos ex-Raposa.

Se no primeiro tempo faltou a referência no ataque, Mano Menezes tentou corrigir o problema sacando o meia-atacante Rafinha e apostando em Sassá. A torcida gostou da mudança, feita logo na volta do intervalo, e gritou o nome do camisa 23.

Mas apesar da entrada de Sassá, faltava mais ao Cruzeiro. A forte marcação do time vascaíno dificultava as infiltrações do ataque, e o meio-campo não conseguia distribuir a bola ou criar jogadas para furar o bloqueio carioca.

Aos 25 minutos uma cena forte no gramado. O jovem Paulinho, destaque do Vasco, sofreu uma lesão no cotovelo. O jogador saiu de campo no carrinho-maca, foi colocado na ambulância, onde foi atendido pelos médicos. De lá voltou para o banco de reservas com o braço todo enfaixado.

A partida seguiu, o Cruzeiro não conseguiu se impor e o Vasco segurou o resultado. Melhor para o time carioca, que conquista um ponto fora de casa.

 

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CRUZEIRO 0 X 0 VASCO

Local: Mineirão, em Belo Horizonte

Motivo: 2ª rodada do Grupo 5 da Copa Libertadores

Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP)

Auxiliares:  Emerson de Carvalho (Fifa-SP) e Marcelo Van Gasse (Fifa-SP)

Gol: Não houve

Cartão Amarelo: Lucas Romero (CRU)

Cartão Vermelho:  Não houve

Público:

Renda:

CRUZEIRO – Fábio; Lucas Romero (Ezequiel), Léo, Dedé e Egídio; Henrique e Ariel Cabral (Mancuello); Rafinha (Sassá), Robinho e Arrascaeta; Thiago Neves. Técnico: Mano Menezes.

VASCO – Martin Silva; Rafael Galhardo, Paulão, Erazo e Fabrício; Desábato e Wellington; Wagner (Evander), Paulinho (Andrés Rios) e Yago Pikachu; Riascos (Caio Monteiro). Técnico: Zé Ricardo.

 

Fonte:  Hoje em Dia



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